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14/10/2021 | Fonte: SONHO SEGURO

Inflação permanece no radar, enquanto são esperados novos dados da atividade econômica, avalia CNseg

A previsão de crescimento PIB de 2021 foi mantida em 5,04% pela quarta semana consecutiva. Para o próximo ano, o mercado diminuiu a expectativa de crescimento do PIB de 1,57% para 1,54%

Na semana mais curta por conta do feriado nacional, o boletim Focus divulgado na última segunda-feira manteve tendências observadas anteriormente nas projeções para a atividade econômica e inflação, além de sinalizar maior aperto nos juros. Após a divulgação do resultado do IPCA de setembro, a projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 passou de 8,51% para 8,59%. A projeção mediana para a inflação em 2022 foi de 4,14% para 4,17%. “Esses aumentos nas projeções para a inflação aconteceram a despeito do IPCA de setembro (alta de 1,16% no mês) ter vido um pouco abaixo do esperado, sinalizando que as correções correntes se devem a fatores que ainda não foram completamente incorporados às projeções”, comenta o economista Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

Além disso, acrescenta Simões, a percepção de alívio na inflação de setembro foi logo mitigada pelo anúncio de um novo reajuste de preços de combustíveis e do gás de cozinha, com impacto estimado de cerca de 0,2p.p. No ano, o IPCA acumula alta de 6,90% e, em 12 meses, passou de 9,68% para 10,25%, que tende a ser o pico da inflação neste ano, pois a partir de outubro começarão a sair do cômputo anualizado as taxas elevadas que foram observadas no 4º trimestre do ano passado.

“A boa notícia foi a significativa redução do indicador de difusão (que mede o percentual de itens do IPCA que apresentam aumento), que caiu de 71,9% em agosto para 65,0%, estando, no entanto, ainda acima da média histórica”, destaca ele em seu boletim semanal. Nesse contexto, a projeção de mercado para a Selic ao final deste ano permaneceu em 8,25%, mas subiu para 8,75% ao final do ano que vem. “Vale ressaltar que a projeção para inflação em 2023 segue ancorada no centro da meta, de 3,25%, indicando que o mercado acredita que os aumentos de juros serão suficientes para conter o atual processo inflacionário nesse horizonte”, acrescenta.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

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