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06/08/2021 | Fonte: Sindseg SP

Pandemia mais grave e volta dos procedimentos eletivos impulsionam custos na saúde

As internações de pacientes com Covid, que no início da pandemia custavam R$ 20 mil para as operadoras, agora chegam a R$ 100 mil com quadros mais graves e permanências alongadas no hospital, revelou Vera Valente, diretora-executiva da FenaSaúde, no programa Panorama do Seguro, do Sindseg SP, que contou também com a participação do economista Francisco Galiza e apresentação de Paulo Alexandre.

“Vivemos um momento bastante delicado no sistema de saúde no Brasil”, avaliou Vera, destacando o atual “pico de utilização” com a piora das consequências da pandemia e a retomada dos procedimentos eletivos, muitos deles mais complexos agora por causa do adiamento forçado. A executiva completou que, não bastasse esse cenário, existem discussões sobre medidas que podem pressionar ainda mais o equilíbrio financeiro, como suspensão de reajustes ou incorporação de novas práticas sem a devida análise técnica.

A diretora-executiva da FenaSaúde considera que esses movimentos acabam por expulsar beneficiários da saúde suplementar – e, por consequência, onerar o SUS – quando o objetivo deveria ser justamente o inverso. “Precisamos criar um ambiente para trazer mais pessoas para a saúde suplementar”, resume. Mas como fazer isso? Entre outras coisas, na opinião da executiva, aprimorar o marco legal, controlar custos, oferecer produtos mais acessíveis, promover mudanças culturais e, além disso, criar condições para a retomada de planos individuais.

Vera lembrou também que quando se fala em custos na saúde suplementar é comum avaliar a questão pensando em meia dúzia de operadoras com mais visibilidade, mas que o setor é formado por cerca de 700 empresas, a maioria sem a capacidade financeira dos grandes grupos. “80% são de pequeno e médio portes com operação regional, em locais onde muitas vezes são a única opção de saúde privada”, explica.

Por fim, Vera destacou o sucesso da telessaúde e ressaltou a importância de uma regulamentação definitiva para conferir mais segurança jurídica à prática e “evitar retrocessos”.

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