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11/02/2021 | Fonte: Valor

Ramos ligados a mobilidade foram mais sensíveis à atividade, diz Vinicius Brandi, da Susep

O Valor Econômico relata que o mercado segurador foi afetado pela pandemia em 2020, mas teve recuperação no segundo semestre e encerrou o ano com um crescimento de 1% de receitas. Mas os resultados foram díspares entre as empresas e as que apresentaram maior expansão foram as entrantes no setor, caso da XP Seguros e da Siccoob Seguradora.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) passou a divulgar os dados das maiores empresas em participação do mercado e as maiores taxas de crescimento, nos segmentos de seguros de danos (que inclui seguros massificados e grandes riscos), seguros de pessoas e de previdência. O setor movimentou R$ 274,11 bilhões em receitas em 2020, alta anual de 0,6%, de acordo com os dados obtidos com exclusividade pelo Valor.

“De modo geral, os ramos que estão mais vinculados com a questão de mobilidade estão mais sensíveis ao nível de atividade econômica. No próprio VGBL, as pessoas que tiveram algum tipo de perda de renda nos momentos mais agudos da pandemia tiveram que fazer resgates”, disse o diretor da autarquia, Vinicius Brandi.

Durante o ano, os ramos de riscos especiais sofreram menos, completou o chefe da assessoria de estudos e relações institucionais da Susep, Paulo Miller. “Seguros como garantia estendida e de automóveis tiveram queda na sinistralidade e receitas de prêmios. Mas tiveram recuperação robusta no segundo semestre. As empresas souberam se reinventar”, afirmou Miller.

No ano passado, os maiores crescimentos foram de novas empresas no mercado. A XP Vida e Previdência, que começou a oferecer produtos de previdência em 2019, teve um aumento de 155,7% na modalidade de VGBL e 280,9% em PGBL.

Durante a pandemia, houve um arrefecimento da captação enquanto os grandes bancos tiveram resgates, comparou o sócio responsável pela XP Seguros, Roberto Teixeira. O quadro se reverteu a partir de junho, segundo ele. “A pandemia foi importante para as pessoas se preocuparem com o planejamento de longo prazo”, disse. Em 2019, a seguradora teve receitas de R$ 4 bilhões; já no ano passado, subiu para R$ 9 bilhões.

No caso da Sicoob Seguradora, o crescimento foi de 62,9% em 2020, a segunda maior taxa no segmento de pessoas. “Ainda somos uma empresa relativamente pequena e tivemos arrecadação de R$ 800 milhões. Em uma empresa dez vezes maior é difícil crescer neste mesmo percentual”, disse o diretor comercial da Sicoob Seguradora, Guilherme Ciarrochi Ferreira.

A empresa, criada em 2017, é fruto de uma joint venture entre o Sistema Sicoob e a seguradora Mag. Em 2021, deve passar a oferecer planos VGBL. Hoje, 70% dos seguros vendidos são do ramo prestamista, atrelados às operações de crédito do Sicoob.

Os segmentos de pessoas e de previdência têm maior importância no modelo de “bancassurance”, com a distribuição de produtos por meio dos canais bancários. Em ambos, Bradesco e Brasilprev (Banco do Brasil) dividem a liderança do mercado.

No segmento de danos, a concentração é menor, e prevalecem as empresas com forte atuação no ramo de automóveis. A maior participação de mercado foi da Porto Seguro, que encerrou o ano passado com uma fatia de 10,9%.

Já o maior crescimento, de 98,3% em relação a 2019, foi da Austral, que atua no seguro garantia. Segundo a Susep, as empresas com as principais taxas de crescimento possuem carteiras mais concentradas em ramos como petróleo, riscos nomeados operacionais, riscos de engenharia e também o seguro garantia.

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