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16/02/2022 | Fonte: VALOR ECONÔMICO

“Tempestade já passou”, diz presidente da BB Seguridade

4º trimestre forte mostra o que deve ser 2022, acredita a empresa

A BB Seguridade espera que os resultados do quarto trimestre de 2021 balizem o ritmo de crescimento da companhia neste ano. Segundo o presidente da holding, Ullisses Assis, em coletiva para apresentação dos resultados do quarto trimestre, os últimos meses de 2021 mostram que ‘a tempestade [dos efeitos da pandemia] já passou’.

No ano passado, a BB Seguridade desembolsou R$ 864 milhões em indenizações ligadas à covid-19. Trata-se de um volume quase quatro vezes superior ao visto em 2020. Mesmo com a sinistralidade elevada, diz Assis, a companhia obteve o maior lucro líquido trimestral desde a oferta pública inicial de ações (IPO), em 2013. ‘Quando a gente tira desse lucro líquido os efeitos que a gente chama de temporários, como covid e o aumento da CSLL [que vigorou até dezembro], isso representou praticamente meio bilhão de reais [a menos] no lucro.’ Segundo os cálculos da holding, o lucro líquido teria alcançado R$ 4,4 bilhões sem esses efeitos.

A BB Seguridade lucrou R$ 3,9 bilhões em 2021. ‘[O quarto] trimestre mostra o que deve ser nossa capacidade de geração de resultados em 2022’, disse o diretor de Finanças, RI e Gestão das Participações, Rafael Sperendio. O presidente da holding de seguros, previdência e capitalização controlada pelo Banco do Brasil afirmou que a tendência neste ano é de a companhia ter um ‘payout’, ou seja, a distribuição de proventos, superior percentualmente ao do ano passado. ‘Em 2021, pagamos uma média de 73% em dividendos, mas no quarto trimestre o percentual foi de 83%’, pontua. ‘Neste ano, a tendência é de a distribuição ser maior’, afirmou.

Sperendio complementou que, em 2021, a distribuição teve impacto negativo relacionado a um evento pontual. ‘O ‘payout’ foi puxado para baixo por conta de um aporte na Brasilprev’, disse. Em relação à sinistralidade, que teve um forte impacto sobre os resultados no ano passado, a expectativa, segundo Assis, de permanecer em um nível abaixou do visto em 2021. Por enquanto, avaliou, a variante ômicron não tem afetado o indicador. ‘Com relação à ômicron, os dados de janeiro até o momento não mostram aceleração em relação aos sinistros avisados frente ao quarto trimestre’, afirmou. ‘Mas a gente não descarta um possível repique. Pode ser que a gente observe esse efeito um pouco mais para entre fevereiro e março.’

Os resultados de 2022 devem ainda ser beneficiados por uma estabilização da captação líquida da previdência privada. No último trimestre do ano passado, o saldo mostrou uma retirada líquida, quando são retirados os resgates das contribuições brutas. Os planos de previdência apresentaram uma captação líquida negativa de R$ 546 milhões entre outubro e dezembro.

Em 2021 como um todo, o saldo ficou positivo em R$ 3 bilhões. ‘O volume de resgates em decorrência da pandemia foi muito superior do que tivemos em anos anteriores’, afirmou Assis. ‘Houve um incremento forte de resgate para despesas de custeio e para investimento em imóveis no último ano e meio’, acrescentou o presidente da holding.

Para este ano, ‘a expectativa é que continue num ritmo forte de arrecadação, pelo menos o mesmo que no ano passado, mas também trazendo novos clientes”, afirmou. “No ano passado, trouxemos mais de 200 mil novos clientes para a base.” De acordo com Sperendio, em janeiro a previdência já reverteu o rumo do fim do ano, com uma captação líquida positiva. ‘Esperamos um ano muito melhor em relação à captação.’

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